Tratamento

As terapias para o tratamento do AVC incluem medicação, cirurgia e reabilitação, e variam conforme o estágio da doença. Infelizmente, células cerebrais não se regeneram nem há tratamento que possa recuperá-las. No entanto, existem recursos terapêuticos capazes de ajudar a restaurar funções, os movimentos e a fala, total ou parcialmente. Quanto antes forem aplicados, melhores serão os resultados.

Um dos fatores determinantes para os tipos de consequências provocadas é o tempo decorrido entre o início do AVC e o recebimento do tratamento necessário. Para que o risco de sequelas seja significativamente reduzido, o correto é que a vítima seja levada imediatamente ao hospital. Os danos são consideravelmente maiores quando o atendimento demora mais de três horas para ser iniciado.

Para que o paciente possa ter uma melhor recuperação e qualidade de vida, é fundamental que ele seja analisado e tratado por uma equipe multidisciplinar de profissionais da saúde, incluindo fisioterapeutas, médicos e psicólogos. Isso porque seja qual for o tipo do acidente, as consequências são bastante danosas. Além de estar entre as principais causas de morte mundiais, o AVC é uma das patologias que mais incapacitam para a realização das atividades cotidianas.

 Confira as formas de tratamento de acordo com o tipo de AVC:

AVC Isquêmico: ao perceberem os primeiros sinais, é necessário procurar o hospital com a máxima urgência, pois há um prazo muito curto para introduzir a medicação que pode reverter esse tipo de AVC, dissolvendo o coágulo (tratamento trombolítico).

A trombólise pode ser realizada pela aplicação de medicamento endovenoso ou, em situações especiais, pela aplicação intra-arterial, através do cateterismo. Em casos graves, pode ser necessária a intervenção cirúrgica, para descomprimir o cérebro inchado, ou a instalação de cateteres para monitorar a pressão intracraniana. Podem ser indicados medicamentos para controlar o colesterol e estabilizar as placas de gordura dentro das artérias.

AVC Hemorrágico: o paciente precisa ir ao hospital com urgência para receber o tratamento adequado. Em pacientes com hematomas muito volumosos, pode ser necessária a intervenção cirúrgica.

A instalação de cateteres para monitorar a pressão intracraniana, assim como derivações para retirada de líquor, pode ser utilizada em casos específicos. Durante todo o tratamento, é dada uma atenção especial ao controle da pressão arterial e a outros parâmetros, como glicemia, temperatura, oxigenação e hidratação.

Reabilitação

A reabilitação depois que o paciente sofre um AVC divide-se em diversos aspectos. Os mais comuns são:

  • Recuperação neurológica: realizada nos três primeiros meses, podendo se estender até aos seis meses.
  • Recuperação funcional: depende do ambiente do paciente, da sua motivação pessoal e de uma intervenção terapêutica que favoreça a capacidades residuais e utilização de modalidades compensatórias.
  • Funções superiores: reeducação das funções cognitivas e comunicativas com repetição de tarefas e auxílio de memória.
  • Função sensitivo-motora: Reeducação neuromuscular.
  • Biofeedback: estimulação elétrica dos músculos ao nível dos ombros e das mãos.
  • Membro superior: com foco na mão e ombro. Apesar da reabilitação, os membros que perdem os movimentos por completamente podem não voltar ao normal.

Aspecto psicossocial: cerca de 30% a 60% de quem sofreu um AVC têm um componente depressivo bastante marcado. Por isso, a família representa um papel importante na fase de recuperação, principalmente quando o paciente retorna para casa. A motivação do paciente e a capacidade da família se ajustar às suas incapacidades são determinantes para melhorar a qualidade de vida.