Perguntas frequentes

Após ter incontinência urinária, o problema permanecerá?

Não. Podem ocorrer episódios de incontinência urinária transitória. Há casos de IU devido a distúrbios psicológicos, dificuldade de locomoção ou ingestão de líquidos em excesso.

Praticar esportes pode causar incontinência urinária?

Sim. Os esportes de alto impacto podem causar a perda involuntária de urina. O esportista pode praticar exercícios de fortalecimento de assoalho pélvico para evitar o problema.

Como é feito o controle da urina?

Para encher e esvaziar a bexiga é necessária uma perfeita coordenação entre o músculo e os esfíncteres (liso e estriado da uretra), em uma harmonia entre sistema nervoso simpático, parassimpático e do relaxamento voluntário do esfíncter esquelético. Dessa forma, para que haja continência (armazenamento) e micção (esvaziamento) adequadas é necessário que a rede neuronal e as estruturas anatômicas estejam preservadas.

Após cirurgia de próstata, o paciente pode apresentar incontinência urinária?

Tanto como a impotência, a incontinência urinária é um dos efeitos colaterais que podem resultar da prostatectomia radical (retirada da próstata). No entanto, a incontinência se apresenta em níveis diferentes, como por estresse depois da cirurgia, quando a urina escapa após esforço do corpo.  Como também por transbordamento, em que o fluxo de urina é bloqueado na saída da bexiga pelo tumor ou por cicatrizes no tecido. No caso de incontinência por urgência, a bexiga está sensibilizada e não segura a urina.

É possível controlar a IU com exercícios?

Sim. Com a prática de exercícios é possível melhorar o desempenho da musculatura do assoalho pélvico.

Existem complicações em outras partes do corpo devido à IU?

Em contato frequente com a pele, a urina pode causar feridas e erupções e infecções cutâneas. Também aumenta o risco de infecções do trato urinário.

Qual a necessidade e o que é o estudo urodinâmico?

É um exame realizado para avaliar o funcionamento do trato urinário inferior. Nele, é introduzido um pequeno cateter no interior da bexiga e um balão retal para avaliar a pressão intra-abdominal. O exame é indolor, causa apenas um desconforto. Por meio dele, o médico consegue determinar qual é o melhor tratamento.

Quais as medidas comportamentais podem auxiliar no controle da micção involuntária?

Inicialmente, é preciso avaliar os fatores que causam a IU. Os pacientes podem observar algumas atitudes do dia a dia que podem aumentar a necessidade de ir ao banheiro, como o uso de alguns remédios, diuréticos ou beber líquidos em excesso. Em alguns casos, ao reconhecer as causas, o paciente pode evitar algumas ações e conseguir controlar a urina.