Icone Médico E agora, doutor?

Leandro Ryuchi Iuamoto, Médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, esclarece algumas das principais dúvidas sobre a reabilitação. 

  1. Quais são os tipos de câncer que mais costumam deixar sequelas?

Todo o câncer com metástase deixa sequelas no paciente. Os tipos óstio-muscular, que atingem osso e músculos, são muito delicados. Eles afetam a motricidade do paciente, comprometendo suas funções básicas, como falar, locomover-se, mexer um braço, ainda mais quando há amputação de algum membro. Os de próstata também podem afetar a agilidade da pessoa. Os de mama, que por vezes demandam uma drenagem linfática do braço da paciente para retirar nódulos com o tumor. Neste caso nós temos que trabalhar o braço dela reativando sua sensibilidade.

  1. Quais são os principais pontos trabalhados em um programa de reabilitação pós-tratamento do câncer?

A abordagem se dá de acordo com as características e circunstâncias de cada tipo de câncer, de tratamento e do paciente. Em linhas gerais, nosso trabalho é fazer aquela pessoa voltar a viver, sem apenas ser um sobrevivente. É devolver a ela o máximo possível de capacidade psicomotora, mecânica, de autoestima, para que ela possa chegar ao mais próximo possível da vida que levava antes, desde aprender a escovar os dentes com o outro braço até voltar a sentir-se bem, consigo mesma e com os demais, com a família.

  1. Quais profissionais estão envolvidos neste processo?

Como é um enfoque multidisciplinar, a reabilitação de pacientes com câncer envolve fisiatras, psicólogos, assistentes sociais, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, profissionais de educação física. Enfim, depende de cada caso. Então, ao mesmo tempo que o fisiatra trabalha para devolver os movimentos de uma mão, por exemplo, o psicólogo trata de valorizar sua autoestima, a assistente social se esforça para reinseri-lo no meio social mostrando o quão importante ele ou ela são para o seu meio, o quão produtivos ainda podem ser etc. 

  1. Os pacientes costumam ter acesso a essa assistência pós-tratamento?

A reabilitação fisiátrica de pacientes diagnosticados ou já tratados com câncer ainda tem acesso restrito no Brasil pelo reduzido número de profissionais desse novo ramo da medicina. Mas é inclusive uma das metas da OPAS – Organização Panamericana de Saúde – ampliar os programas de reabilitação no continente em todos os tipos de doenças, não apenas no câncer. Por outro lado, o SUS dispõe de tratamento de fisiatria, ainda que em escala reduzida, como também na rede privada, por se tratar de uma novidade clínica.

  1. Os avanços no tratamento do câncer têm diminuído os efeitos de longo prazo da doença?

A tecnologia evoluiu muito na medicina em geral. No tratamento de diferentes tipos de câncer os avanços têm mostrado resultados muito satisfatórios. E o trabalho de reabilitação física e emocional do paciente mostra, assim, mais efetividade, embora seja muito difícil, dadas as condições de cada caso.

  1. Como trabalhar as questões emocionais, relacionadas, por exemplo, com o medo da recidiva e  questões sociais (reintegração ao trabalho, a atividades cotidianas...)?

Neste caso envolve o aspecto da humanização da fisiatria, uma subjetividade que nos forma para entender os contextos das sequelas, a forma de abordar o paciente, desde a comunicação que ele tem a doença até o final do tratamento. Ou então antes e fora desse cenário, o trabalho de prevenção por meio da informação sobre as formas de uma vida saudável, a necessidade de mudança de hábitos, como exercícios físicos, não fumar, alimentação balanceada e outros cuidados. O suporte emocional é muito importante para que o físico também avance. Então trabalhamos as famílias, os amigos, mas também com noções práticas, como alertar o paciente dos seus direitos como tal na sociedade e perante as obrigações do Estado para com ele. O importante é fazê-lo ver que há tratamento e acompanhamento, é fornecer cuidados, não só tratar.

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Para que o paciente de câncer tenha seus direitos assegurados, alguns documentos são necessários para fins de comprovação dos fatos, por isso é muito importante que o paciente guarde em lugar seguro todos os documentos, e entreguem apenas, suas cópias autenticadas em Cartório de Notas.

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- Certidões de nascimento - paciente e dependentes

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