Cabeleireiros, tatuadores e manicures podem ajudar no alerta sobre o câncer de pele

Cabeleireiros, tatuadores e manicures podem ajudar no alerta sobre o câncer de pele

 

"Precisamos trabalhar a educação desde a infância e de modo multidisciplinar para diminuir os números do câncer de pele", afirmou a presidente do Instituto Lado a Lado Pela Vida, Marlene Oliveira, durante a mesa "O câncer de pele e melanoma como uma causa".

Com este intuito, o II Worshop sobre Câncer de Pele e Melanoma reuniu profissionais de diversas áreas, fomentando o debate sob diversas esferas e perspectivas.

Para o dermatologista Elimar Elias Gomes a prevenção também passa pela educação direcionada a profissionais que 'examinam' a pele das pessoas diariamente, como manicures, tatuadores e cabeleireiros. Esses profissionais não diagnosticam, mas têm um importante papel de alertar e sensibilizar as pessoas de uma forma mais eficaz.

Segundo estudos da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, o câncer de pele é mais perigoso quando localizado no couro cabeludo ou pescoço. Rodrigo Gimenes, cabeleireiro e diretor da Intercoiffure América Latina, participou do debate sobre o tema e informou aos presentes que, dos 50 profissionais com quem trabalha, metade desconhecia a possibilidade de incidência do câncer de pele no couro cabeludo. "Se a gente tem o conhecimento e se preocupar um minuto para olhar, já podemos ajudar bastante".

A manicure Milene Renata, que trabalha na Escola de Beleza do Fundo de Solidariedade, parceiro do Instituto, participou do evento e revelou-se supresa com a informação de que o câncer de pele pode se manifestar na sola do pé e até mesmo na unha, podendo se confundir com outros problemas, como fungos. "Eu não tinha ideia de que a doença podia surgir ali. É um conhecimento importante para passar para outras manicures que participam do curso que dou. Com certeza, valeu muito à pena ser convidada a participar", afirmou.

O alerta também foi dado aos tatuadores. Sandra Azedo, diretora de Comunicação Corporativa da Ogilvy Brasil, apresentou para os convidados uma campanha voltada para a conscientização deste público, que mobilizou mais de 250 tatuadores. Eles foram treinados para orientar seus clientes sobre os cuidados ao cobrir pintas existentes na pele. "A primeira coisa que a pessoa quer fazer é cobrir uma mancha. Através desta ação elas recebiam informações para redobrarem a atenção com a mudança ou surgimento de novas pintas na pele tatuada".