LAL realiza ação para marcar o mês da Insuficiência Cardíaca em São Paulo

LAL realiza ação para marcar o mês da Insuficiência Cardíaca em São Paulo

Escultura em aço galvanizado de 2 metros de altura com as letras IC está instalada no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, e equipe do instituto orienta população sobre a doença


Redação LAL  -  Para marcar o mês de conscientização da Insuficiência Cardíaca, o Instituto Lado a Lado pela Vida (LAL) realiza uma ação nesta quinta-feira, 23 de maio, entre as 10 e 16 horas, no Conjunto Nacional, localizado na Avenida Paulista, n° 2073. Quem passar pelo local verá uma escultura de 2 metros de altura, 1,80 metros de largura e 70 centímetros de profundidade, com as letras IC (Insuficiência Cardíaca) em vermelho e cinza, produzidas em aço galvanizado, com pintura automotiva, pelo arquiteto Renato Pavan.

"Queremos chamar a atenção do público e estimular que conheçam mais sobre a Insuficiência Cardíaca, conhecida como IC. A ideia das letras, que já tem sido utilizada em diversos países do mundo, com inúmeras mensagens, atrairá a atenção e curiosidade e, ao mesmo tempo, levará informação sobre essa que é uma das principais doenças do coração", ressalta Denise Blaques, diretora do Instituto Lado a Lado pela Vida.

Ajude o LAL a espalhar conhecimento sobre a Insuficiência Cardíaca, compartilhando fotos da escultura com a hashtag #SigaSeuCoração

Uma equipe do LAL, formada por enfermeiros, está no local para orientar a população sobre a doença, que afeta uma em cada cinco pessoas e mata três vezes mais do que os cânceres avançados, como o de intestino e o de mama. Além disso, haverá a distribuição de folderes informativos sobre a doença, com informações sobre como ela age no organismo e os principais sintomas. A ação com enfermeiros acontece nesta quinta-feira (23), mas as letras "IC" e as informações sobre Insuficiência Cardíaca permanecem no Conjunto Nacional até dia 5 de junho. A ação tem apoio da Farmacêutica Novartis.

Sobre a Insuficiência cardíaca

A insuficiência cardíaca - também chamada de doença do coração fraco - é considerada a via final decorrente de diversas agressões ao coração. Ela é caracterizada  pela incapacidade do coração de bombear  adequadamenre o sangue para o resto do corpo, comprometendo o funcionamento do organismo. Para suprir essa necessidade, o coração começa a se esforçar e a trabalhar cada vez mais, podendo levar a dilatação do coração , piorando ainda mais o funcionamento cardíaco.

"Trata-se de uma doença séria com origem em diversas causas, sendo as principais delas o infarto e a  pressão alta. Pelo fato dos pacientes não a reconhecerem como uma doença crônica e hesitarem em aderir ao tratamento, ela causa morte súbita ou progressiva pela evolução da doença. Porém, com o poder do compartilhamento de informação e um diagnóstico prematuro é possível reverter e melhorar a qualidade de vida dos pacientes", afirma Dra. Ariane Macedo, cardiologista e membro do comitê científico do Instituto Lado a Lado pela Vida.

São diversos fatores que podem levar a pessoa a ter insuficiência cardíaca: hipertensão arterial, doença arterial coronariana (levando ao infarto do miocárdio), dislipidemias e diabetes. Além desses, há os fatores de risco não modificáveis, como idade, sexo e composiçãoo genética, e os comportamentais como  tabagismo, alimentação inadequada (altamente calórica e hipoproteica) e inatividade física. Todos esses fatores de risco, em conjunto, expõem a população à IC.

Pela incapacidade do coração em se contrair e/ou relaxar adequadamente, existe um acúmulo progressivo de líquidos  nos pulmões podendo se refletir em intolerância ao exercício, falta de ar ao deitar e   tosse seca. A incapacidade de manter o fluxo de sangue adequado no restante do organismo pode levar a  outros sintomas como fraqueza , astenia, inchaço nas pernas e abdome.

O número de indivíduos que morrem de insuficiência quando chegam ao hospital no Brasil é duas vezes mais alto do que nos Estados Unidos e três vezes mais elevado em relação à Europa. "Infelizmente é frequente que o  paciente só chegue ao médico quando o problema já está avançado o que reduz as chances de sucesso do tratamento", complementa Dra. Ariane Macedo.

Ela reforça que, com o envelhecimento da população, nos próximos 15 anos, haverá mais 2 milhões de brasileiros com insuficiência cardíaca , uma vez que  a idade é um fator de risco para a doença.