Vacina preventiva de câncer colorretal tem resultados em cobaias com Síndrome de Lynch

Vacina preventiva de câncer colorretal tem resultados em cobaias com Síndrome de Lynch

Em pesquisa financiada pelo NCI, vacina impediu o crescimento de tumores colorretais em camundongos com a síndrome


Pesquisadores estão próximos a desenvolver uma vacina para prevenir o câncer em pessoas com a Síndrome de Lynch, uma condição hereditária que eleva o risco de câncer colorretal, de endométrio e outros tipos.

A equipe liderada pelo Doutor em Medicina e Ph.D. Steven Lipkin, da Weill Cornell Medicine, realizou testes - financiados pelo National Cancer Institute (NCI) - de uma vacina contra a prevenção de câncer e obteve resultados positivos. Os dados foram apresentados no encontro AACR 2019 (Associação Americana para a Pesquisa do Câncer), realizado em abril.

Segundo os cientistas, a vacina impediu o crescimento de tumores colorretais em camundongos com a síndrome de Lynch e prolongou a sobrevida deles em comparação com camundongos não vacinados. Para o Dr. Lipkin, os resultados foram promissores o bastante para levar adiante o projeto e desenvolver uma vacina para humanos.

Segundo informações do NCI, com o custo dos testes genéticos caindo e mais pessoas sendo testadas para síndromes de câncer hereditário, os pesquisadores estão aprendendo que a síndrome de Lynch é mais comum do que se pensava. Nos Estados Unidos, uma em cada 280 pessoas tem a síndrome, ou seja, cerca de 1,1 milhão de americanos.

Até o momento, a triagem frequente para diagnosticar pré-câncer ou câncer em estágio inicial é o principal método de prevenção para pacientes com a Síndrome de Lynch. Além disso, há a administração de baixa dose de aspirina para prevenir o câncer colorretal e cirurgia de redução de risco. A vacina poderá ser um método mais eficiente para impedir o desenvolvimento da neoplasia nesses pacientes.

A busca para uma vacina é antiga. Em 2011, um grupo de pesquisadores do Centro Alemão de Pesquisa de Câncer, em Heidelberg, Alemanha, começou a testar uma vacina com neoantígenos em pessoas com um quadro avançado de câncer colorretal com alta instabilidade de microssatélites. Depois, junto com o Dr. Lipkin, eles pesquisaram o DNA de 32 tumores colorretais, desenvolvidos em camundongos com síndrome de Lynch, e identificaram 13 mutações compartilhadas. Com a ajuda de um algoritmo, foi possível prever quais dessas mutações criaram neoantígenos. Eles então injetaram os 10 neoantígenos resultantes nas cobaias e 4 apresentaram respostas imunológicas robustas.

Os 4 neoantígenos foram usados para criar a vacina. A administração da vacina e mais um adjuvante nos camundongos com síndrome de Lynch reduziu o desenvolvimento de tumores colorretais e prolongou a sobrevida.

Em um segundo momento, eles combinaram a vacina com o uso do anti-inflamatório naproxeno. Descobriram que as cobaias desse grupo viveram mais do que as que receberam apenas a vacina ou a vacina mais aspirina e tiveram mais células imunológicas capazes de reconhecer os neoantígenos da vacina.

Para desenvolver uma vacina para humanos, Dr. Lipkin e seus colegas planejam identificar neoantígenos compartilhados que ocorrem nos tumores colorretais em estágio inicial de pessoas com síndrome de Lynch.

A Síndrome de Lynch é uma doença hereditária e caracteriza-se pela alteração principalmente nos genes MLH1, MSH2, MSH6 e PMS2, que têm a função de ajudar nos reparos do DNA. Com a mutação, esses genes deixam de funcionar adequadamente, o que acelera o processo de divisão e multiplicação de células com erros, que pode resultar no desenvolvimento de uma neoplasia.

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