O farmacêutico e seu papel no tratamento oncológico

O farmacêutico e seu papel no tratamento oncológico

Por Mariana Nougalli Roselino - Farmacêutica no Hospital de Amor 

Sabe-se que o número de casos de câncer tem aumentado consideravelmente nos últimos trinta anos, tornando-se um problema de saúde pública e justificando a busca pela qualidade dos serviços prestados em oncologia, de forma a garantir o bem-estar do paciente.

As ações de promoção à saúde e prevenção de doenças compreendem o cuidado indispensável ao ser humano e, isso só ocorre quando se tem uma equipe multiprofissional comprometida que garante que quanto melhor o estado geral do paciente, mais efetivo será seu tratamento.

Dessa forma, a prática da atenção farmacêutica vem crescendo no Brasil, uma vez que é de extrema importância sua participação dentro daquela equipe multidisciplinar.

No ano de 1996, a Resolução 288 do CFF (Conselho Federal de Farmácia) estabeleceu que a manipulação de quimioterápicos fosse atividade exclusiva dos farmacêuticos, valorizando a atuação destes profissionais na oncologia para garantir a qualidade dos procedimentos, além de promover um acompanhamento mais direto ao paciente no que diz respeito à utilização das medicações.

Nesse sentido, o farmacêutico irá atuar na atenção e cuidado ao paciente, orientando-o com relação a utilização correta dos medicamentos, reduzindo os riscos de não aderência ao tratamento.

Além disso, o farmacêutico integra todas as etapas da Assistência Farmacêutica, participando desde a seleção, padronização e aquisição de medicamentos, realização de análise das prescrições médicas, cálculos de concentração e dose a ser manipulada, uma vez que erros nesta etapa podem causar sérios danos ao paciente, seguindo sempre as boas práticas de biossegurança.

Ainda na etapa de avaliação das prescrições é importante salientar que o farmacêutico é responsável por avaliar a qualidade, quantidade, compatibilidade e estabilidade das formulações manipuladas.

A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) preconiza que o trabalho do farmacêutico na oncologia vai além da manipulação ou dispensação, podendo participar também de auditorias, prestação de informações relacionadas a medicamentos, aconselhamento ao paciente e atuação em farmacovigilância.

O desenvolvimento da oncologia ocorre de forma muito dinâmica e com isso o farmacêutico é desafiado diariamente a manter-se atualizado a respeito das novas terapias. Para tal deve buscar detalhes dos aspectos farmacológicos dos medicamentos que estão em uso e procurar a melhor forma de prestar os cuidados e atenção farmacêutica, coincidindo com a preconização do PNAO (Política Nacional de Atenção Farmacêutica Oncológica) que destaca a importância da especialização e a educação permanente dos profissionais de saúde como sendo um dos fatores mais importantes no controle do câncer.

Essas atividades de formação, treinamento e aperfeiçoamento de profissionais na área de cancerologia é realizada pelo INCA desde 2011 a partir de um decreto presidencial (nº 7.530, de 21 de julho de 2011).

A ideia de equipe multidisciplinar no tratamento oncológico implica em demonstrar que nenhum dos profissionais sozinho tem todas as respostas e que estas estão corretas, destacando que o trabalho em equipe permite uma sinergia das competências dos profissionais assegurando uma melhor qualidade no cuidado com o paciente, além de atender a família também que é de extrema importância durante o tratamento, melhorando com isso a qualidade de vida do paciente sempre pautada nos valores éticos, morais e humanos.

O farmacêutico da farmácia clínica, dentro da equipe multidisciplinar, contribui para que o paciente tenha uma resposta terapêutica adequada, que seja efetiva, segura e conveniente. O vínculo que se cria com o paciente no momento de uma dispensação é uma ferramenta para garantir a adesão ao tratamento.

Além disso, o paciente que é estimulado a compreender o processo da doença e de tratamento, de forma clara e o mais simples possível, tem melhora considerável de humor e é capaz de preservar sua autonomia e autoconfiança, adaptando-se mais facilmente ao que é proposto a ele.

Com isso, nossas reflexões, enquanto farmacêuticos vinculados à oncologia, são crescentes para que nosso trabalho possa sempre contribuir para que o paciente seja acolhido e tratado da melhor forma possível. Para isso buscamos evoluir e programar ações contínuas em atenção farmacêutica.

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