Novos medicamentos são aprovados para tratamento de câncer melanoma

Novos medicamentos são aprovados para tratamento de câncer melanoma

O pembrolizumabe e o nivolumabe são indicados para terapia adjuvante, aquela realizada como complemento ao tratamento inicial


A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou dois novos medicamentos para tratamento de câncer melanoma, o pembrolizumabe e o nivolumabe. Os dois são indicados para terapia adjuvante - aquela realizada como complemento ao tratamento inicial/principal, com o objetivo de diminuir o risco de recidiva do câncer.

O uso do pembrolizumabe, terapia anti-PD1, é recomendado para pacientes em estágio III, quando há indicação de cirurgia, independente da expressão do biomarcador PD-L1 nas células do tumor. O medicamento foi a primeira imunoterapia para este tipo de câncer.

Segundo um estudo publicado no New England Journal of Medicine, o tratamento com o pembrolizumabe reduziu o risco de o melanoma voltar ou morte em 43%. Já a taxa de sobrevida livre de recidiva após um ano de tratamento foi de 75,4% no grupo que utilizou pembrolizumabe contra 61% que utilizou o placebo. Inicialmente, o medicamento era indicado somente para tratamento do melanoma em estágio avançado ou metastático.

Já o nivolumabe passa a ser indicado para os pacientes que têm maiores chances de reaparecimento de tumor após a cirurgia, ou seja, os diagnosticados com envolvimento de linfonodos ou doença metastática ressecada.

A eficácia e segurança do nivolumabe foram avaliados no estudo Check Mate 238, que demonstrou aumento significativo na sobrevida livre de recorrência em todos os subgrupos de pacientes com melanoma estágio IIIB, IIIC e estádio IV ressecado (independente da presença da mutação ser BRAF ou expressão PD-L1).

Os dois remédios integram a classe dos imunoterápicos, uma nova maneira de combater os tumores. Diferentemente da quimioterapia e da radioterapia, que atacam a doença em si, as drogas da imunoterapia incentivam que as células de defesa do próprio corpo mirem a massa maligna. A aprovação de ambos é uma boa notícia para os pacientes, porém eles ainda não estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) e não estão no rol da Agência Nacional de Saúde (ANS) para planos de Saúde.

O melanoma é um tipo de câncer de pele que tem origem nas células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele. Pessoas brancas, principalmente loiras e ruivas, têm tendência a desenvolver mais a doença por sofrer mais queimaduras do que as de pele escura.

No Brasil, o câncer de pele corresponde por 25% de todos os tumores malignos. O melanoma representa apenas 4% das neoplasias malignas da pele, apesar de ser o mais grave devido à sua alta possibilidade de metástase.

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