3º Encontro de Pacientes Click Câncer discute cuidados com o coração no tratamento do câncer

3º Encontro de Pacientes Click Câncer discute cuidados com o coração no tratamento do câncer

Evento do Instituto Lado a Lado foi realizado pela primeira vez na capital paulista e dentro de um hospital


Redação LAL - Na sexta-feira (23), o Instituto Lado a Lado pela Vida (LAL) realizou o 3º Encontro de Pacientes Click Câncer no Hospital Ipiranga, na zona sul de São Paulo. Pela primeira vez, o evento ocorreu na capital paulista e dentro de um hospital. Cerca de 120 pessoas estiveram presentes e discutiram sobre a relação entre câncer e doenças cardiovasculares, além de como enfrentar o diagnóstico e o dia a dia com a doença.

Para o diretor técnico-administrativo do Hospital Ipiranga, Ricardo Santos, o objetivo de abrir o espaço para realizar o 3º Encontro Click Câncer foi proporcionar conhecimentos importantes para os pacientes e funcionários do hospital. "Nosso objetivo foi proporcionar mais conhecimento sobre o câncer e os tratamentos, levando um acolhimento e a possibilidade de uma melhor atenção para que os pacientes possam ser vitoriosos na luta contra a doença. Um evento como esse auxilia no treinamento de quem é responsável pelos cuidados paliativos e a pessoa que está recebendo o tratamento. Ganham todos", afirmou o diretor técnico-administrativo do Hospital Ipiranga, Ricardo Santos.

As duas edições do Encontro Click Câncer foram realizadas em Porto Alegre e Belo Horizonte, mas foi a primeira vez que o evento aconteceu dentro de um hospital. "Realizar a 3ª edição do Encontro no Hospital Ipiranga foi um marco. As edições anteriores tiveram uma presença maciça de pacientes e instituições que cuidam deles, mas a edição em São Paulo reuniu, além dos pacientes e a equipe de humanização do hospital, profissionais de diferentes áreas e que fazem parte do processo de tratamento do paciente", afirmou Denise Blaques, diretora institucional do Instituto Lado a Lado.

A realização do encontro só foi possível graças a uma parceria entre a equipe do LAL e a Comissão de Humanização do Hospital Ipiranga, onde o LAL também realiza o projeto Sala de Espera Solidária. "Além dos profissionais do hospital e de outros locais, tivemos a presença de pacientes internados no Hospital Ipiranga. Foi um momento de troca muito interessante de informações e experiências entre as profissionais que deram as palestras e os pacientes. Mais uma vez, o Instituto Lado a Lado se compromete para levar informação de qualidade e de comprometimento com a promoção da saúde", colocou Maria Teresa Sedlmayer, coordenadora do Núcleo de Apoio de Pacientes - Click Câncer.

A médica cardio-oncologista, Marina Bond, falou sobre como tratar o câncer, preservando o coração. "Os pacientes ficam tensos por causa do tratamento do câncer e, muitas vezes, o próprio oncologista lembra de falar que as medicações, a quimioterapia, a imunoterapia e a radioterapia podem afetar também o coração. Nosso objetivo é ajudar que os pacientes sejam vitoriosos tanto no tratamento do câncer quanto nas questões que podem afetar o coração", explicou Marina.

Já a palestra da psicóloga clínica, Matilde Landucci Delboni, teve como tema "como enfrentar o novo. O que isto significa?". "Participar do evento me deixou muito feliz porque o Instituto Lado a Lado tem responsabilidade e comprometimento. Meu objetivo é fazer com que as pessoas encontrem dentro delas recursos para lidar com a doença porque o câncer é individualizado e a dor é muito pessoal. Não existe um câncer, existem as pessoas com câncer. Meu interesse é possibilitar algum conteúdo para aumentar a resiliência do enfretamento", disse Matilde, antes da palestra.

A 3ª edição do Encontro de Pacientes não reuniu apenas pacientes ou funcionários do Hospital Ipiranga. A sobrevivente de dois cânceres de mama, Neide Maria Roque da Silva, ficou sabendo do evento pelas redes sociais do Instituto Lado a Lado. "Descobri o câncer de mama no lado direito, fazendo o autoexame aos 49 anos. Depois, tive no lado esquerdo. Fui criada em um ambiente onde era proibido falar a palavra câncer e meu pai faleceu por causa de um câncer no pâncreas. Precisamos acabar com esse preconceito. Quando fui diagnosticada, lembrei dele e disse 'o câncer não vai me matar, eu que vou matá-lo'. Para isso, a informação é a melhor prevenção", destacou Neide.

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