Aprovado novo tratamento contra câncer de pulmão

Aprovado novo tratamento contra câncer de pulmão

Anvisa liberou a imunoterapia atezolizumabe para câncer de pulmão de pequenas células em caso de doença extensa


Redação LAL* - Boa notícia para os pacientes com câncer de pulmão de pequenas células com doença extensa. Após 30 anos sem avanços na área, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou no começo de junho um novo tratamento de imunoterapia para esse tipo de neoplasia.

A imunoterapia atezolizumabe, da Roche, adicionada à quimioterapia, é o primeiro tratamento inicial para pacientes com a doença. Considerado um tipo agressivo de tumor, ele tem taxa de mortalidade de 87% e o novo tratamento diminuiu o risco de progressão do câncer e morte, aumentando o tempo de vida do paciente.

O câncer de pulmão é um dos tumores malignos mais comuns, afetando tanto homens como mulheres. No mundo, foram 2,09 milhões de casos e 1,76 milhão de mortes por ano em 2018, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 31.270 novos casos em 2019. Foram registradas 27.270 mortes em 2016. Em torno de 15% dos casos registrados são de pequenas células e, entre esses, 70% correspondem a doença extensa.

A imunoterapia atezolizumabe é utilizado no Brasil para tratar câncer de pulmão de não pequenas células e tumor urotelial, que afeta a região da bexiga. Além disso, em breve, deve começar a ser usada no tratamento de câncer de mama triplo-negativo, cuja indicação foi aprovada pela Anvisa em maio.

Segundo a Roche, o atezolizumabe bloqueia o PD-L1, proteína encontrada no tumor que impede o sistema imunológico do paciente de atacar o câncer. Ao minar este mecanismo de defesa do tumor e associar a quimioterapia, o tratamento consegue ser mais eficiente contra a doença.

Um estudo com 403 pacientes mostrou que 52% do grupo que recebeu atezolizumabe mais quimioterapia ainda se mantinham vivos (sobrevida global) em 12 meses em comparação com 38% no grupo que usou apenas quimioterapia. Em sobrevida livre de progressão, que é quanto tempo os pacientes viveram sem que o câncer piorasse, a diferença foi que, em 6 meses, havia 31% dos pacientes sem piora no grupo da combinação de imunoterapia com quimioterapia contra 22% no grupo de apenas quimioterapia e, em 12 meses, 13% contra 5%.

Segundo Gilberto Castro Júnior, professor da Faculdade de Medicina da USP, os resultados obtidos com a imunoterapia no tratamento para câncer de pulmão de pequenas células com doença extensa são marcantes para a oncologia. "Trata-se de um avanço real nesse cenário, tornando o atezolizumabe mais a carboplatina e etoposídeo [quimioterapia] o novo tratamento padrão para a primeira linha, enquanto continuam os esforços no campo da pesquisa em torno dessa doença, que ainda permanece sendo muito agressiva", afirma o especialista.

*Com informações da assessoria de imprensa da Roche

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