Realidade do câncer no Brasil

Realidade do câncer no Brasil

Importante série sobre a realidade de pacientes com câncer no Brasil mostra que longas buscas por tratamentos, falta de aparelhos e filas para cirurgias são apenas alguns dos muitos desafios a serem vencidos no atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

As reportagens são do Jornal Nacional e contam com a colaboração de diversos especialistas, entre eles o Dr. Fernando Cotait Maluf, membro do nosso Comitê Científico.

"O câncer é uma doença que não perdoa falhas, não perdoa atrasos, não perdoa qualquer tipo de lentidão ou de falta de experiência. O grau de investimento na saúde no sistema público ele é menor, ele é pequeno, ele é insuficiente e obviamente você vai se deparar com uma situação de imensas limitações pra poder vencer essa batalha", comenta o médico.

Durante campanhas como o Novembro Azul, realizada há quatro anos pelo Instituto Lado a Lado Pela Vida em combate do câncer de próstata, é grande o retorno da população com dúvidas e queixas que apontam a dificuldade, por exemplo, de agendar uma consulta médica com um urologista pelo SUS.

Ou ainda, no caso do câncer, apesar de uma lei determinar o tratamento aos pacientes até 60 dias depois do diagnóstico, não é isso que acontece na prática. Tendo em vista essa e outras realidades, o Instituto, além do trabalho de conscientização e incentivo de hábitos saudáveis e preventivos, procura engajar o Ministério da Saúde, contribuindo com o aprimoramento de políticas públicas.

"Não adianta disseminar a informação se não há estrutura para atender a demanda", ressalta Marlene Oliveira, presidente do Lado a Lado.

Ações

Em 2015, o Instituto Lado a Lado realizou I Fórum Ser Homem no Brasil, que reuniu médicos, políticos e outros profissionais atuantes na área da saúde para debater importantes questões referentes ao tratamento do câncer de próstata no país, como parte da programação do 2º Congresso Brasileiro Todos Juntos Contra o Câncer.

Na pauta das discussões, temas como as políticas públicas para o diagnóstico e tratamento do câncer e o posicionamento do Ministério da Saúde acerca da integralidade da saúde dos homens.

Os debates resultaram, em grande parte, nas contribuições enviadas ao Conitec acerca da Consulta Pública nº 33 que versa sobre as Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas do Adenocarcinoma de Próstata.