Participação da sociedade é essencial para que tratamentos avancem

Participação da sociedade é essencial para que tratamentos avancem

A participação da sociedade é essencial para aumentar o acesso ao tratamento do câncer de próstata. Essa foi a conclusão de Gustavo dos Santos Fernandes, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, palestrante do II Fórum Ser Homem no Brasil. Ele abordou o impacto no sistema público dentro do painel "Como reduzir o prazo de revisão para a incorporação de novas drogas para câncer de próstata? Como diminuir o tempo de aprovação? Quais os problemas encontrados para que este processo não seja tão longo?".

Para Gustavo Fernandes, levar essa discussão é uma responsabilidade da sociedade civil. "Os pacientes precisam ter responsabilidades sobre a própria saúde. Se eu tenho responsabilidade sobre minha saúde, preciso comparecer a fóruns como esse, cobrar do legislativo. Mas não só cobrar, mas ouvir".

Ele considera essencial mostrar à população as alternativas de investimento, dar informações. "Quanto mais verdade se coloca no jogo, mais perto da solução a gente está".

Para isso, defende, é preciso ter responsabilidade e informação. "Educação é fundamental. Falando em Novembro Azul, quando a gente educa a população para a saúde em linhas gerais, para a necessidade de procurar um médico, a gente está ganhando tempo, dando consciência às pessoas. Isso é essencial. Gente que entende as doenças tem mais condições de discutir o tema".

A gerente-geral da ANS, Raquel Lisboa, que debateu o impacto no sistema privado, acredita que "sem discussão dos diversos atores do setor, dificilmente se consegue avançar nesses desafios enormes".

Ela explicou em seu painel o encaminhamento das ações dentro da Agência Nacional de Saúde para esclarecer e tirar dúvidas dos participantes do Fórum.

Vânia Canuto, diretora da Conitec - Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS - explicou como a comissão atua e ressaltou que ela está aberta à participação de profissionais da saúde.