Lado a Lado pela Vida participa de almoço-debate com governo

Lado a Lado pela Vida participa de almoço-debate com governo

O Instituto Lado a Lado pela Vida marcou presença no almoço-debate LIDE - Grupo Líderes empresariais - com o secretário estadual da saúde, Dr. David Uip. Na ocasião, ele falou sobre novos projetos do governo do estado para o segmento da saúde. "A saúde não é como as outras áreas. Precisamos de investimentos e parcerias para que os projetos tenham continuidade. A desorganização do sistema de saúde faz com que os hospitais atendam todos os casos, até de alta complexidade, não dando conta de um atendimento de qualidade ao cidadão. 44% dos casos de atendimento de alta complexidade no Brasil são feitos aqui em São Paulo, mas faltam leitos na capital e sobra no interior ", destaca o secretário.

Para enfrentar os problemas do setor, o secretário enumerou algumas iniciativas como o Programa Santa Casa SUStentável, que visa o aumento da eficiência dos leitos de alta complexidade. "81% dos pacientes poderiam estar nas unidades básicas de atendimento e os demais nos hospitais de alta complexidade". Outro projeto muito importante cujo retorno do investimento é imediato, segundo Uip, é o programa São Paulo pela Primeiríssima Infância, que tem o objetivo de promover o desenvolvimento integral da criança nos primeiros três anos de vida, com governança e gestão.

Uip comentou sobre as PPPs, que tem 772 milhões de reais de investimento privado e 450 milhões de reais do Estado na construção de três hospitais em São Paulo, Sorocaba e São José dos Campos; e um projeto inovador com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), que fundamentalmente valoriza a atenção básica.

Questionado sobre o repasse de recursos, o secretário disse que o Estado deixou de receber 1,7 bilhão de reais no ano passado. O orçamento da Saúde passou de R$ 103,27 bilhões para R$ 91,5 bilhões. O secretário afirma que o corte de R$ 11,7 bilhões - o segundo maior corte no orçamento de 2015 -, não pode comprometer o funcionamento do sistema.

"Não temos prevenção, saneamento, nem vacinação suficientes para evitar que o paciente vá para o hospital. Hoje, mais de 80% dos pacientes na fila de um pronto-socorro não precisa estar ali. Os casos que não são graves são os que geram filas", E acrescentou: "Vivemos uma epidemia de sífilis, de Aids, gonorreia, hepatites B e C, porque as pessoas não estão se prevenindo. São quase sete novos casos de sífilis em São Paulo por dia", afirmou.

Sobre a epidemia da dengue, Uip explicou que a morbidade da doença é muito alta e a letalidade é baixa em São Paulo. O Estado registrou 170 mil casos, sendo 169 mortes, em diversas cidades do interior e bairros da capital paulista. Uip afirmou que a maior parte foi registrada entre a população idosa e que a taxa percentual ainda é considerada baixa perto do número de casos que o Estado registrou.