Instituto participa de fórum para pacientes sobre medicina nuclear

Instituto participa de fórum para pacientes sobre medicina nuclear

Uma atividade gratuita irá esclarecer à pacientes e demais interessados sobre os benefícios do uso pacífico da energia nuclear aplicada à saúde e medicina. Trata-se do I Fórum Educacional Práticas da Medicina Nuclear na Saúde, realizado no próximo dia 22 de outubro, no Rio de Janeiro, e que contará com a participação do Instituto Lado a Lado pela Vida.

Aberta a toda população, a atividade é organizada pela Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN) e integra a programação pré-congresso do XXIX Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear , que acontece de 23 a 26 de outubro.

Além da participação do Instituto, o Fórum contará com a presença de representantes da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE), da Federação Brasileira de Hemofilia (FBH) e do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Entre os temas discutidos pelos especialistas e entidades de pacientes destaca-se a medicina nuclear no tratamento do câncer, entre eles o de próstata.

Haverá ainda a presença do comediante e ator Marcelo Madureira (membro do extinto programa de TV "Casseta & Planeta"), que irá compartilhar sua recente experiência com a medicina nuclear, quando teve uma complicação cardíaca e como a especialidade o ajudou.

O Fórum acontece das 13h às 17h, no Centro de Convenções do Royal Tulip Hotel. As inscrições podem ser realizadas no site.

Desafios de acesso à medicina nuclear

Além de esclarecer sobre a medicina nuclear, o I Fórum Educacional Práticas da Medicina Nuclear na Saúde trará a abordagem também aspectos ligados ao acesso da população à especialidade.

Juntos, médicos nucleares, associações nacionais de pacientes e familiares discutirão o atual panorama do acesso à medicina nuclear, em especial no campo da saúde pública. Entre os principais recursos dos quais os pacientes podem ser beneficiados estão os exames de cintilografia do miocárdio e de PET-CT.

O presidente da SBMN e do Congresso, Claudio Tinoco Mesquita, lamenta que a medicina nuclear ainda não se apresente adequadamente empregado. Segundo ele, a subutilização da medicina nuclear pela população brasileira, em especial dos usuários do SUS é notória. "Há uma grande assimetria entre o uso na saúde suplementar (planos e operadoras de saúde) - cujo acesso esta ainda abaixo aos níveis de outros países, e o acesso aos pacientes que dependem exclusivamente do sistema público - em que as taxas de utilização são muito inferiores às satisfatórias."