Instituto Lado a Lado e Clapbio reúnem especialistas em Fórum sobre Segurança Medicamentosa do Paciente

Instituto Lado a Lado e Clapbio reúnem especialistas em Fórum sobre Segurança Medicamentosa do Paciente

O Instituto Lado a Lado Pela Vida em parceria com a ClapBio (Centro Latino Americano de Pesquisa em Biológicos) realiza hoje, no auditório da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília, o I Fórum de Segurança Medicamentosa do paciente no Brasil para promover uma ampla discussão sobre os fatores que mais impactam a segurança dos pacientes em tratamento de doenças crônicas.

"A transparência no processo é um desafio mundial e não só no Brasil", afirmou a presidente do Instituto Marlene Oliveira na abertura do evento. Segundo ela, para entender e melhorar o cenário é preciso informação. "Como as pessoas estão comunicando? O médico tem conversado de forma clara com o paciente? É um grande momento para discutirmos essas questões. Temos que tentar organizar as estratégias e sair daqui hoje com propostas reais".

Ricardo Garcia, diretor da Clapbio, também compôs a mesa de abertura e reforçou a necessidade de construir, a partir deste debate, estratégias para que se promovam mudanças efetivas no cenário. Para ele, a mudança deve ocorrer desde a formação dos profissionais à prática. "O médico não tem a cultura de reportar à Farmacovigilância. Ele não recebe essas informações de forma adequada na graduação. Esse fórum é um pontapé para discutirmos essas questões e tomarmos uma atitude".

Segundo Marcia Gonçalves de Oliveira, gerente de Farmacovigilância da Anvisa, a subnotificação à Farmacovigilância é muito expressiva. Para estimular a notificação espontânea e promover uma comunicação clara entre todos os atores envolvidos no processo é preciso, de acordo com ela, modernizar as estratégias e acompanhar os avanços das tecnologias. Hoje, ela destaca, é mais comum encontrar relatos de efeitos adversos de medicamentos em grupos no Facebook do que notificações formais à Anvisa.

Para 2017, as prioridades definidas pela Anvisa para a Farmacovigilância incluem a revisão da legislação, melhoria das ações de comunicação de risco, aumento da cultura de notificação, sobretudo com pacientes.

A professora do curso de Farmácia da UnB, Laila Espindola, parabenizou os idealizadores do evento e destacou a relevância da discussão. Segundo ela, o assunto é pouco discutido e menos ainda praticado. "Nem a notificação de epidemias como a da dengue funciona de maneira efetiva, imagina a segurança do paciente que precisa de um medicamento no dia a dia para tratar uma doença crônica".

Confira programação completa no link .