Parlamentares, Ministério da Saúde e OPAS/OMS participam do V Fórum Ser Homem

Parlamentares, Ministério da Saúde e OPAS/OMS participam do V Fórum Ser Homem

Evento do Instituto Lado a Lado pela Vida, em Brasília, discutiu os avanços e os desafios para melhorar a saúde do homem brasileiro. Foto: Panóptica Multimídia/Instituto Lado a Lado pela Vida


Bia Rodrigues, Redação LAL - Para melhorar a saúde do homem brasileiro, é preciso investir em educação, no acesso aos serviços médicos e na difusão de informações de qualidade, com linguagem adaptada para os diferentes públicos. Essa foi a ênfase das discussões do V Fórum Ser Homem, promovido pelo Instituto Lado a Lado pela Vida (LAL), na sede da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS/OMS), em Brasília, no dia Internacional do Homem (19 de novembro).

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O Instituto Lado a Lado tem a saúde do homem como bandeira desde sua fundação em 2008 e atua junto aos parlamentares, aos serviços e profissionais médicos para melhorar a saúde do homem brasileiro. "Vocês já se perguntaram o que pensam os homens? Eu me pergunto isso desde 2008, quando fundei o Instituto Lado a Lado. Desde que iniciamos esse trabalho, temos avanços para comemorar. Mas a pesquisa 'Um Novo Olhar para a Saúde do Homem', realizado pelo Instituto e pela revista Saúde, mostra que ainda temos muito a fazer.  O homem brasileiro está pedindo ajuda e é isso que estamos fazendo aqui", destacou Marlene Oliveira, presidente do LAL em seu discurso de abertura.

A coordenadora da Unidade Técnica de Família, Gênero e Curso de Vida da OPAS/OMS - Brasil, Haydee Padilla, destacou em seu discurso, durante a abertura do evento, que o conhecimento da realidade do homem brasileiro, por meio de evidências, é imprescindível para melhorar a vida da população masculina. "Sem evidências não temos boas decisões e nem boas políticas. Precisamos estar conscientes de que as diferenças entre homens e mulheres começam já na adolescência. Conhecer as doenças e dificuldades que afetam os homens é importante para pensar em ações. Correr riscos e não consultar o serviço médico são variáveis interligadas que influenciam a saúde do homem. Dar atenção a isso beneficia também as mulheres e as crianças", afirmou Haydee.

A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do coordenador de Saúde do Homem, do Ministério da Saúde, Danilo Campos da Luz e Silva, da deputada federal Carmen Zanotto e do presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Sergio Luiz Lira Palma. Em sua fala, o coordenador de Saúde do Homem lembrou que a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) completa, em 2019, dez anos e destacou a importância do apoio de organizações da sociedade civil, como o Instituto Lado a Lado, na construção de políticas públicas. "É importante para o Ministério da Saúde ter esse apoio dado pelo Instituto Lado a Lado para construir políticas públicas. Espaços como esse do V Fórum Ser Homem são importantes para pensar em soluções", disse Danilo.

O representante do Ministério da Saúde citou o programa Saúde na Hora, que amplia o horário de atendimento das unidades básicas de saúde, como uma medida para facilitar o acesso dos homens aos serviços médicos. "O programa Saúde na Hora, que amplia o horário de atendimento para além das 17 horas, aos finais de semana e no horário do almoço, é uma medida adotada pelo Ministério de Saúde que impacta diretamente no acesso do homem aos serviços básicos de saúde. Agora temos o desafio de mostrar para a população masculina que as unidades básicas de saúde também são para eles", pontuou o coordenador.

Para o dermatologista Sergio Luiz Lira Palma, há muitos desafios a serem enfrentados e eles não se resumem às questões urológicas do homem. "Temos muitos desafios, não apenas na prevenção, mas também no diagnóstico precoce de doenças em geral. Ele também é fundamental, quando falamos de câncer de pele. Também precisamos conseguir que os homens cheguem aos consultórios rapidamente nesse caso. Nossa campanha, no Dezembro Laranja, será justamente para sensibilizar os homens sobre isso", colocou o presidente da SBD.

A deputada federal Carmen Zanotto afirmou que precisamos quebrar paradigmas para oferecer acesso aos homens. "Como vamos ter uma infância saudável se não temos um pai ativo no acompanhamento da criança", disse. O investimento em saúde também foi colocado como prioridade para conseguir melhorar a saúde no Brasil. "Como vamos enfrentar os avanços e a implementação de medicamentos com um orçamento limitado? Quanto tempo vamos suportar as unidades abertas sem mais recursos? Precisamos garantir mais orçamento para a saúde, mas não podemos cortar da educação. Educação e saúde estão ligadas e precisam trabalhar juntas para impactar positivamente a saúde do brasileiro", concluiu a deputada.

Em três painéis, o V Fórum Ser Homem discutiu os resultados da pesquisa "Um Novo Olhar para a Saúde do Homem", a saúde do homem nos próximos dez anos e a linha de cuidados voltada para essa população nos sistemas público e privado.