Identificada proteína envolvida na metástase do câncer de pulmão e melanoma

Identificada proteína envolvida na metástase do câncer de pulmão e melanoma

WDR74 ajuda a célula tumoral circulante a se transformar em um tumor secundário


Redação LAL - Cientistas russos, suíços e chineses descobriram que a proteína WDR74 tem um papel importante na progressão dos cânceres de pulmão e de pele melanoma. Durante a pesquisa, a função adquirida artificialmente WDR74 demonstrou uma alta atividade nas células cancerígenas. Mas quando a função foi modificada, as células deixaram de realizar metástase, o que as tornou mais vulneráveis à quimioterapia. Os resultados foram publicados nos periódicos Oncogene e Cancer Letters.

A metástase surge como um estágio da progressão do tumor primário, quando as células tumorais se separam e entram na corrente sanguínea. Essas células são conhecidas como células tumorais circulantes e dão origem as metástases, que são tumores secundários que aparecem em diferentes partes do corpo. Os cientistas destacam que apenas "uma minoria sutil, décimos ou centésimos de por cento, das células tumorais circulantes é capaz de metástase".

Anos atrás, os cientistas chineses da Universidade Fuzhou perceberam que a proteína WDR74 estava relacionada com a metástase. O nível de expressão de tal proteína foi duas vezes maior nas células tumorais circulantes do que no tumor inicial. Assim, os pesquisadores perceberam que a proteína WDR74 poderia ser um gatilho que ajuda a célula tumoral circulante a se transformar em um tumor secundário.

Para o estudo, os cientistas testaram a atividade oncogênica do WDR74 nas células tumorais circulantes do câncer de pulmão e melanoma. Eles desativaram essa proteína pelo método de correção gênica CRISPR/Cas9 e interferiram nos RNAs para remover/reduzir a quantidade de proteína. Em seguida, essas células foram monitoradas no contexto de sua proliferação, formação de colônias, ciclo celular, capacidade de migrar e se unir aos tecidos celulares. "Também realizamos o experimento oposto, aumentando a quantidade de proteína WDR74 nas células cancerígenas. Ambos os tipos de experimentos confirmaram que o WDR74 desempenha um papel crucial na progressão do tumor e de suas metástases. A ausência da proteína diminui e a presença aumenta as propriedades oncogênicas das células tumorais circulantes. In vivo, isso foi confirmado durante os experimentos realizados em ratos", explicou o professor Vladimir Katanaev, um dos responsáveis pelo estudo, chefe do Laboratório de Farmacologia de Compostos Naturais, Departamento de Farmacologia e Farmácia da Escola de Biomedicina da Universidade FEFU, da Rússia.

Segundo os pesquisadores, a WDR74 age de maneira diferente de um tumor para outro, mas o papel dela está claro em ambos. Os estudos abrem novos caminhos para o desenvolvimento efetivo de métodos de cura eficazes para metástases desses dois tipos de cânceres, que têm atualmente poucas terapias efetivas. A pesquisa foi realizada por cientistas da Universidade FEFU, da Rússia, da Universidade de Genebra (Suíça) e Universidade Fuzhou (China).