Veja como manter distância dos fatores de risco para o câncer

Veja como manter distância dos fatores de risco para o câncer

São duas as principais armas contra o câncer, doença que deve somar 600 mil novos casos no Brasil, em 2016, de acordo com estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA): a adoção de hábitos saudáveis e a realização de exames preventivos. Em entrevista ao Instituto Lado a Lado pela Vida, o oncologista clínico do Hospital Albert Einstein, Rafael Kaliks, faz um alerta sobre os principais fatores de risco e lista dicas para manter distância do câncer. 

"Quando se fala em prevenção do câncer, temos as medidas primárias de evitar a doença, que são ações do nosso dia a dia, como não fumar, não ser uma pessoa sedentária e manter uma boa alimentação. Entre os principais fatores de risco, destaca-se o tabagismo e a obesidade como causadores da maioria dos tumores", alerta o especialista.

Além da prevenção primária, baseada em hábitos saudáveis e melhor qualidade de vida, o oncologista fala sobre a prevenção secundária: exames que possibilitam a detecção precoce de um câncer pré-maligno. Nesta opção, destacam-se exames como mamografia e papanicolau, no caso das mulheres, que devem ser realizados anualmente. 

"Para grandes fumantes, a tomografia de tórax é indicada a partir dos 55 anos e deve ser feita todo ano", completa o especialista. Para os homens, o rastreamento do câncer de próstata, sem o histórico familiar, acontece a partir dos 50 anos com a realização do exame de sangue PSA e o toque retal. 

Esses são apenas alguns dos exames preventivos, mas o câncer não é uma doença isolada: são mais de cem tipos de tumores que têm em comum o crescimento desordenado de células, que invadem tecidos e órgãos. A adoção de hábitos saudáveis é essencial e bons hábitos devem fazer parte da vida de todos desde a infância.

Diagnóstico precoce

Para a maioria dos tumores como câncer de estômago, pâncreas, ovário, endométrio, cabeça e pescoço, não se faz rastreamento. Para o diagnóstico precoce de um desses tipos de câncer, é necessário que o indivíduo e o médico saibam dar atenção aos sintomas iniciais. "Qualquer alteração do organismo que dure por mais de três semanas deve ser avaliada com cautela. Se a pessoa tem tosse por tanto tempo seguido, é necessário apurar o histórico do paciente. Se for um fumante, esse sinal pode ser um possível risco de câncer de pulmão", explicou Kaliks.

Disposição genética para o câncer

O histórico familiar é um fator de risco para o câncer e esse é um motivo para ficar atento e fazer um rastreamento mais precocemente. No caso da confirmação do diagnóstico, descobrir a doença cedo garante mais chances de cura, além de opções de tratamento menos invasivas.

"Quando um familiar de primeiro grau é diagnosticado com câncer, é necessário fazer o exame preventivo 10 anos mais cedo do que o parente foi diagnosticado. Se o pai teve câncer de cólon aos 50 anos, o filho iniciará o rastreamento, por meio de uma colonoscopia, aos 40 anos", exemplifica o médico.