O que é

A DAEM (Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino) ocorre geralmente em uma fase mais tardia da vida, com a queda dos níveis do hormônio masculino, a testosterona. Apesar de ser conhecida popularmente como a versão masculina da menopausa, a DAEM não apresenta as mesmas ocorrências que a deficiência do hormônio feminino – estrogênio – causam nas mulheres.

Ela não acomete todos os homens de idade mais avançada, os sinais e sintomas também não são exclusivos desse baixo nível de hormônio ou de uma faixa etária muito estreita.

A baixa produção do hormônio pode ocorrer devido algumas alterações neurológicas e fisiológicas do eixo hipotálamo-hipofisário-testicular. Entre elas estão a anormalidade nos testículos, a deficiência na hipófise ou hipotálamo e a mista.

Diagnóstico

Como a redução do hormônio é gradual e diferente para cada homem, muitos não apresentam sintomas ou interferências na sua rotina. Para os que relatarem alguns dos sintomas, que também podem ser associados a outros diagnósticos, e tiverem uma dosagem baixa de testosterona, existem duas maneiras: exame clínico e laboratorial e uma anamnese (questionário) para identificar alguns sinais.    

Caso o resultado da dosagem do hormônio esteja baixa, o mais indicado é a repetição do exame para confirmação.

Fatores de risco

Apesar de não estar associada apenas à idade, a DAEM aumenta sua incidência com o envelhecimento. Esse se torna um dos principais fatores de risco devido à queda gradual na produção natural deste hormônio.  

Prevenção

A redução na produção de hormônio é inevitável, pois o envelhecimento do corpo colabora para esse acontecimento. Para minimizar esse processo é importante corrigir os fatores que desencadeiam a síndrome metabólica.

Obesidade

Hipertensão

Diabetes

Dislipidemias (colesterol e triglicérides)

Sedentarismo

Tabagismo

Álcool em excesso

Depressão

Sintomas

Nos casos de baixa dos níveis de testosterona, os sintomas mais comuns são:

  • Diminuição da força e da massa muscular
  • Fadiga reconhecida pela redução da resistência física
  • Aumento da gordura visceral, conhecida como gordura abdominal, localizada na região da barriga e abdômen.
  • Alteração de humor com irritabilidade, depressão e alterações cerebrais com o comprometimento da memória e funções cognitivas – aprendizado, que envolve atenção, percepção, memória e raciocínio.
  • Interferência na vida sexual com a diminuição da libido, da quantidade de ereções noturnas e matinais e disfunção erétil.

Tratamento

O tratamento é feito à base de medicação. As mais utilizadas no Brasil são as injetáveis de curta e longa duração (Undecilato de Testosterona ou associação de ésteres de testosterona) e as transdérmicas em forma de solução axilar e gel cutâneo.