Instituto faz alerta para a prevenção do câncer do colo do útero
Movimento Colo do Útero 100% chama atenção sobre a importância do diagnóstico precoce e tratamento da doença
Da Redação - Publicado: 22/06/2016 - Atualizado: 19/10/2016

Um perigo silencioso, o câncer do colo do útero é uma doença ainda frequente no Brasil, embora totalmente prevenível. Cerca de cinco mil brasileiras por ano são vítimas da doença, 4ª causa de morte por câncer no País.

Em prol do diagnóstico precoce e tratamento do câncer do colo do útero, e decidido a combater essa realidade, o Instituto Lado a Lado pela Vida lança o movimento Colo do Útero 100%. 

Veiculada por meio do Vencer com Autoestima, campanha do Instituto dedicada à saúde da mulher e conscientização sobre os tumores femininos, a iniciativa procura trazer dados sobre o câncer de colo do útero, informações sobre medidas preventivas como a vacinação contra o HPV e o exame de Papanicolau e engajar as mulheres nessa luta contra o tumor, considerado 100% evitável.

Para saber mais, acesse, confira como se prevenir e compartilhe os materiais usando a hashtag #ColodoÚtero100% #NãoAceitoMenos. O Instituto Lado a Lado pela Vida conta com você para, juntos, zerar o número de casos da doença.

Fatores de risco

O principal fator de risco para o câncer do colo do útero está relacionado à ausência da prevenção. Ou seja, ainda é grande o número de mulheres que não realiza o exame de Papanicolau, oferecido gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde.

Causado em sua maioria pela contaminação com o vírus do HPV, o câncer do colo do útero acomete mulheres mais jovens e com vida sexual ativa. Os principais fatores de risco para a contaminação pelo vírus são hepatite B e C, HIV, vários parceiros sexuais e o não uso de preservativos. Os fatores genéticos também podem incidir, mas em uma porcentagem bem menor. 

A infecção causada pelos vírus do HPV, na maioria das vezes, é controlada pelo próprio organismo. Das mulheres contaminadas com o vírus, 95% produzem imunidade automaticamente e apenas 5% correm risco de desenvolver câncer do colo do útero. No entanto, algumas alterações podem se desenvolver e evoluir para um tumor, que pode ser identificado por meio do Papanicolau. 

Vacinação contra o HPV

A vacina distribuída pelo Ministério da Saúde e aplicada em várias unidades de saúde particulares protege contra 4 tipos do HPV: 6, 11, 16 e 18. No total, são mais de 200 tipos diferentes do vírus e 13 desses estão envolvidos no maior acometimento de câncer do colo do útero: cerca de 70% dos casos.   

Atualmente, a vacinação é voltada para o sexo feminino, em meninas e mulheres de 9 a 26 anos, com intervalos diferentes a cada faixa etária. Mas, apesar de aumentar as taxas de doenças graves nas mulheres, o HPV é transmitido também pelo homem, através da relação sexual. Em função disso, a vacinação gratuita para meninos está em discussão no País.

De acordo, com a Associação Americana para Avanços na Ciência (AAS), o sexo masculino apresenta o dobro de chances de desenvolver câncer de boca e garganta pela infecção do HPV com a atividade do sexo oral. 

O virologista alemão Harald zur Hausen, ganhador do Nobel de Medicina de 2008, defendeu em uma de suas viagens ao Brasil para um evento científico, que a aplicação das vacinas deveria ser voltada também para meninos, indicando que os resultados seriam até mais efetivos. “Se vacinássemos somente os meninos, provavelmente preveniríamos mais casos de câncer do colo do útero do que vacinando somente meninas”.